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Brucelose e Tuberculose

IDIARN24 Sep 2019 09:58

IDIARN

 

BRUCELOSE

 

O QUE É?

A Brucelose é uma doença infectocontagiosa provocada por bactérias do gênero Brucella, afeta bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, entre outras espécies, e por se tratar de zoonose pode afetar até o homem.

Nos bovinos e bubalinos a bactéria responsável é a Brucella abortus, a doença se caracterizada por causar infertilidade e aborto no terço final da gestação. Não há tratamento e os animais devem ser sacrificados.

A transmissão nos bovinos se dá com o contato direto com animais infectados, fetos abortados, placentas e descargas uterinas, bem como com forragens, água e alimentos contaminados com a bactéria.  Manejo e instalações inadequadas também favorecem a disseminação da doença.

 

SINTOMAS NOS ANIMAIS

Aborto espontâneo (geralmente nos últimos três meses de gestação), retenção da placenta, artrite (manqueira sem causa aparente), inflação dos testículos, baixa fertilidade das fêmeas apresentando repetição de cio e esterilidade nos machos.

Ela gera prejuízos econômicos significativos na pecuária leiteira relacionados à diminuição da eficiência do rebanho (por piora dos índices reprodutivos e produtivos) e perda da credibilidade da unidade de produção. Pesquisas mostram que a brucelose pode ser responsável pela queda de 25% na produção de leite e pela redução de até 15% na produção de bezerros.

 

A DOENÇA NO HOMEM

A transmissão da brucelose ao homem ocorre pelo contato do agente com mucosas ou feridas da pele, estando mais sujeitas as pessoas que trabalham diretamente com animais, como tratadores, proprietários, veterinários, bem como funcionários de matadouros. A ingestão de leite cru ou de produtos lácteos não submetidos ao tratamento térmico adequado (não pasteurizados), bem como o consumo de carne crua com restos de tecido linfático e miúdos provenientes de animais infectados são os maiores riscos à saúde pública.

 

COMO PREVENIR A BRUCELOSE NA PECUÁRIA LEITEIRA?

O controle e prevenção da brucelose bovina está diretamente ligado a:

  • Vacinação de fêmeas:

É obrigatória a vacinação de todas as FÊMEAS das espécies bovina e bubalina, na faixa etária de 3 a 8 meses, utilizando dose única de vacina tipo B19. Tais fêmeas recebem uma marcação obrigatória no lado esquerdo da cara com o algarismo final do ano de vacinação.

Bezerras não vacinadas dos 3 aos 8 meses de idade, deverão ter sua situação vacinal regularizada com a vacina RB51 e marcação com um V do lado esquerdo da cara.

OBS: A vacinação deve ser realizada por médico veterinário cadastrado no IDIARN e/ou vacinadores capacitados por este veterinário.

 

  • Diagnóstico e sacrifício dos animais positivos

O diagnóstico é feito através de exame sorológico realizado por médicos veterinários habilitados. Animais reagentes positivos serão marcados com ferro no lado direito da cara com a letra P. Os animais deverão ser isolados do restante do rebanho, afastados da produção leiteira e sacrificados em estabelecimento de abate com inspeção oficial e que possua inspeção permanente realizado por médico veterinário.

Na impossibilidade de abate sanitário os animais positivos serão sacrificados, através de eutanásia, pelo IDIARN.

 

  • Outras recomendações:

- Realizar exame sorológico de todo o rebanho anualmente;

- Isolar matrizes que abortarem;

- Fetos abortados e restos de placenta devem ser enterrados e/ou queimados;

- Só permitir a entrada de animais na propriedade com resultado negativo para brucelose e fêmeas com a marcação da vacina na cara;

- Isolar os animais reagentes positivos e notificar o IDIARN o quanto antes para orientações quanto ao sacrifício/abate dos animais;

- Em caso de animais com suspeita da doença, notificar o serviço veterinário oficial (IDIARN);

 

TUBERCULOSE

O QUE É?

A tuberculose é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium bovis, que provoca lesões granulomatosas, afetando principalmente as espécies bovina e bubalina. É responsável por perdas econômicas significativas além de constituir uma das mais importantes ZOONOSES de relevância para a saúde pública. 

A principal via de transmissão é a aérea, sendo a inalação de aerossóis a mais comum. O contato direto (focinho com focinho) com secreções nasais e a ingestão de leite cru de animais infectados também constituem possíveis vias de transmissão, esta última especialmente importante quando consideramos a infecção de animais jovens. Não há vacina, nem tratamento, os animais positivos devem ser sacrificados.

 

SINTOMAS NOS ANIMAIS

Animais podem exibir emagrecimento acentuado, dificuldade de respiração e tosse, mas, muitas vezes, as alterações da tuberculose não são perceptíveis aos produtores.

A doença causa diversos prejuízos ao pecuarista, dentre eles a queda na produção de leite. Em casos avançados de tuberculose, há perdas também na produção de carne. Outra perda relevante refere-se à condenação de carcaças com lesões de tuberculose no abatedouro. 

 

A DOENÇA NO HOMEM

A principal forma do homem adquirir a doença é através do consumo de leite e derivados lácteos que não foram submetidos ao tratamento térmico adequado (leite cru e derivados não pasteurizados), bem como o consumo de carnes mal cozidas/assadas de origem duvidosa (animais não abatidos em estabelecimentos sob serviço de inspeção oficial).

 

DIAGNÓSTICO E ANIMAIS POSITIVOS

O diagnóstico é realizado por médico veterinário habilitado através do teste intradérmico. Os animais positivos deverão ser marcados com “P” do lado direito da cara pelo veterinário habilitado. Os animais deverão ser isolados do restante do rebanho, afastados da produção leiteira e sacrificados em estabelecimento de abate com inspeção oficial e que possua inspeção permanente realizado por médico veterinário.

Na impossibilidade de abate sanitário os animais positivos serão sacrificados, através de eutanásia, pelo IDIARN.

 

COMO PREVENIR A DOENÇA?

  • Fazer exames periódicos no rebanho;
  • Só adquirir animais com atestado negativo para tuberculose;
  • Em caso de animais com suspeita da doença notificar o serviço veterinário oficial (IDIARN);

 

ESTABELECIMENTO DE CRIAÇÃO CERTIFICADO COMO CONDIÇÃO DE LIVRE DE BRUCELOSE OU DE TUBERCULOSE

 

O certificado de estabelecimento de criação livre de brucelose ou de tuberculose será emitido pelo IDIARN e terá validade nacional. A certificação de estabelecimento de criação livre de brucelose ou de tuberculose é de adesão voluntária, devendo ser formalmente solicitada à unidade local do IDIARN, na qual o estabelecimento de criação encontra-se cadastrado.

O estabelecimento de criação certificado ou em certificação para a condição de livre de brucelose ou de tuberculose fica obrigado a:

  • Cumprir medidas de controle e erradicação da brucelose ou da tuberculose na IN nº 10, de 03 de março de 2017 (MAPA);
  • Ter supervisão técnica de médico veterinário habilitado;
  • Utilizar sistema de identificação individual dos animais aprovado pelo serviço veterinário oficial;
  • Custear as atividades de controle e erradicação da brucelose ou da tuberculose.

CERTIFICAÇÃO DE CRIAÇÃO LIVRE DE BRUCELOSE:


A obtenção do certificado de criação de Livre de Brucelose está condicionada a vacinação das fêmeas bovinas e bubalinas de 03 a 08 meses de idade e de realização de 02 testes de rebanhos negativos consecutivos, com intervalo de 06 a 12 meses, sendo o segundo teste realizado em laboratório oficial do Ministério da Agricultura.

CERTIFICAÇÃO DE CRIAÇÃO LIVRE DE TUBERCULOSE:


Para a certificação de livre de Tuberculose é necessário a realização de 02 testes de rebanho negativos consecutivos realizados em bovinos e bubalinos a partir se 06 semanas de idade, num intervalo de 06 a 12 meses.

Lista de Médicos Veterinários Habilitados para realizarem exames para Brucelose e Tuberculose

Lista de Médicos Veterinários Cadastrados para realizarem a vacinação da Brucelose

IN nº 10, de 03 de março de 2017 - Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal - PNCEBT e a Classificação das Unidades da Federação de acordo com o grau de risco para as doenças brucelose e tuberculose, assim como a definição de procedimentos de defesa sanitária animal a serem adotados de acordo com a classificação. 

Responsável pelo PNCEBT/RN:

José Alcimário Lima Gameleira – Fiscal Estadual Agropecuário/Méd. Veterinário

E-mail: pncebt_idiarn@yahoo.com.br

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